Ele traz exposições e debates ocorridos num seminário de 1996, organizado pela Secretaria do Meio Ambiente do estado de São Paulo (comandada por Fábio Feldmann na época) e pelo Instituto Socioambiental (com financiamento do FINEP).
Joaquim Nabuco (o monarquista abolicionista) escreveu sobre esgotamento da fertilidade dos solos do Rio de Janeiro em 1883. Euclides da Cunha foi um opositor da monocultura e da mineração que retalhava e degradava a terra.
Incrível para algo tão velho, não?
Em 1932, alguns de seus seguidores criaram a Sociedade de Amigos de Alberto Torres, que chegou a ter 1000 escritórios em todo o Brasil. Em 1934, o governo Vargas criou o Código de Águas após discussões e muitas sugestões de membros da Sociedade. O código “permitiu a dissociação entre o enorme conjunto de recursos naturais existentes no País e as forças de livre mercado” - tornou água propriedade da União e dos estados. O expositor desta parte do livro, o professor da UnB José Augusto L. Drummond, alerta sobre os que defendem mudanças da legislação mineral e de águas, concessões: é “exatamente no sentido de privatizá-los, dando mais liberdade às forças do mercado para explorá-los”.
Uma curiosidade final: o rodízio veicular, em São Paulo, foi implantado na gestão de Feldmann para melhorar a qualidade do ar. Sem querer, descobriram que diminuía o trânsito, também.