Quando os brasileiros elegeram Luis Inácio Lula da Silva presidente pela primeira vez, em 2002, os robber barons (grandes capitalistas monopolistas e trapaceiros) do país checaram nervosamente os tanques de combustível de seus jatinhos. Eles transformaram o Brasil num dos lugares mais desiguais da Terra, e agora parecia ser a hora do troco. Lula, 64, era um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina – de fato, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores – que já fora preso por liderar uma greve.
No momento em que Lula finalmente ganhou a eleição, depois de 3 tentativas frustradas, ele era uma figura conhecida na vida nacional brasileira. Mas o que o levou para a política, em primeiro lugar? Foi sua experiência pessoal de como brasileiros têm que trabalhar duro apenas para sobreviver? Por ser forçado a deixar a escola depois da 5ª série para ajudar a família? Trabalhando como engraxate? Perdendo parte de um dedo num acidente de fábrica?
Não, foi quando, aos 25 anos, ele assistiu sua mulher Maria morrer durante o oitavo mês de sua gravidez, junto com seu bebê, porque eles não podiam pagar um tratamento médico decente.
Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deixem as pessoas terem bons cuidados médicos, e elas causarão muito menos problemas para vocês.
E aqui uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula — ele foi eleito para um Segundo mandato em 2006 e exerce a presidência durante este ano – é que mesmo que ele tente empurrar o Brasil para o Primeiro Mundo com programas sociais governamentais como Fome Zero, arquitetado para acabar com a fome, e com planos de melhorar a educação da classe trabalhadora brasileira, os EUA se parecem cada vez mais com o Terceiro Mundo.
O que Lula quer para o Brasil é o que costumávamos chamar de o Sonho Americano. Nós, nos EUA, em contrapartida, onde os 1% mais ricos agora tem mais dinheiro que 95% do resto da população, estamos vivendo numa sociedade que rapidamente se torna mais parecida com o Brasil.
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Escreve que eu prometo não ler.